O que fez: Um time dos sonhos. Um dos maiores personagens da história da Ferrari.
Em Julho de 1993, Jean Todt chega à equipe de Maranello, desmoralizada pelas concorrentes inglesas Williams e McLaren e sem vencer campeonatos há 16 anos. Tivera pilotos talentosos, como Alain Prost, o professor e Nigel Mansell, mas na hora do vamos-ver, a Rossa amarelava.
Todt chegou a equipe com a fama de ser o homem certo para tirar a equipe de tal situação, devido à sua enorme capacidade de sobressair-se em missões consideradas impossíveis.
Ex-navegador de carros de rally e, posteriormente, equipes de competição, reinou na equipe Peugeot e obteve vitórias consagradoras no mundial de rally e nas 24 horas de Le Mans.
Poderia continuar na estabilidade que o time francês lhe dava, tendo um emprego tranqüilo, mas, movido pelo desafio, aceitou a proposta italiana para montar um time competitivo em torno da máquina Ferrarista. Suas idéias tinham como bases o piloto mais rápido, o melhor projetista e um estrategista racional.
Sendo aceito por Montezemolo que deu-lhe todo o respaldo necessário, foi atrás de Michael Schumacher, Rory Bryne e Ross Brawn, o trio que ajudou a Benetton a vencer em 1993 e 1994.
Jean Todt, o matemático, gosta de sempre estar atento à todos os detalhes a sua volta. Por exigência de Montezemolo, deveria centralizar toda a gestão da equipe em torno de si, antes de delegar funções. Todt, assumindo uma postura de capitão, organizou seus homens de modo a maximizar seu rendimento, atento a ações dentro da agora, “sua” equipe. E todo o trabalho passou a transformar-se em resultado a partir do GP da Bélgica, em 1996, quando Michael Schumacher levou a equipe à vitória.
Sempre bem informado sobre o que se passa ao seu redor, conseguiu o apoio da Bridgestone como um jogador de xadrez, e fez entrar um bom dinheiro no caixa quando assinou contrato com a Vodafone, empresa de telefonia. Faz questão de inspirar respeito e lealdade aos que estão ao seu lado. Sempre deixou claro que jamais admitiria quebras de hierarquia ou divisões internas. Quem já cometeu alguma besteira prejudicando seu trabalho, pôde perceber o humilhante tom de voz com o qual foi tratado por Todt.
Na última temporada foi triunfal, vencendo o mundial de construtores após a desclassificação da McLaren, e um inacreditável mundial de pilotos, por Kimi Raikkonen, mostrando que o time do cavalinho rampante poderia sobreviver sem Michael Schumacher. Resta saber por quanto tempo.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
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Grandes Gênios da Fórmula 1: Jean Todt |
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
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Grandes Gênios da Fórmula 1: Emerson Fittipaldi |
A partir de hoje, o blog começa a exibir uma série que abordará a carreira de grandes gênios da Fórmula 1 e seus grandes feitos. Nessa série, serão freqüentes as aparições de grandes nomes do esporte como Michael Schumacher, Nelson Piquet, Alain Prost, Ayrton Senna, Juan Manuel Fangio, e claro, o piloto escolhido para iniciar este conjunto de matérias: Emerson Fittipaldi. Espero que gostem!
Emerson Fittipaldi
O que fez: Após ser duas vezes campeão mundial, o Emmo, como é conhecido, fundou em parceria com o irmão, a primeira equipe de bases integralmente brasileiras, contando com o apoio da estatal Copersucar, nome pela qual tornou-se mais conhecida.
Carreira
Sua primeira corrida internacional ocorreu em abril de 1969. Seu grande talento foi notado por Colin Chapman, que o contratou para correr pela Lotus no ano seguinte.
Em 1970, fez uma boa temporada, vencendo sua primeira corrida na Fórmula 1, e ajudando Jochen Rindt a conquistar o título, sagrando-se um campeão póstumo. Foi constante em 1971 e, em 1972, com cinco vitórias, Emerson viria a conquistar seu primeiro título na categoria. Em 1973 venceu três corridas, mas foi batido por Jackie Stewart no mundial de pilotos.
O sucesso de Fittipaldi contribuiu para a inclusão do Brasil no calendário oficial da Fórmula 1, sendo mantido até hoje, alternando apenas o circuito no qual as edições ocorreram (São Paulo/Rio de Janeiro).
Em 1975, Emerson passou a ser "Manager" de sua equipe, que duraria até 1982. Sua vitoriosa carreira na F1 terminou com 14 vitórias e 6 pole positions. Posteriormente, seria piloto da extinta CART onde foi campeão.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
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Do "S" do Senna à Junção |
Significado dos nomes das curvas do circuito brasileiro que recebe a categoria mais importante do automobilismo mundial.
Curva do Sol: Toda vez que os pilotos começavam a contorná-la, o sol os atrapalhava. Isso não ocorre mais, desde a mudança do sentido, agora anti horário, do traçado do circuito. Mas o nome foi mantido.
Curva do laranja: Era uma das curvas que separavam os meninos dos homens. Pilotos inexperientes, considerados "Laranjas", sempre erram sua tangência.
Ferradura: O nome é dado devido a semelhança da curva a uma... Ferradura!
Pinheirinho: Devido à existência de um pinheiro, ao lado da curva, sempre atingido em acidentes. Antigamente, não era espantosa a existência de árvores ao lado da pista.
Bico de Pato: Curva fechada que se assemelha à um "bico de pato".
Junção: No traçado antigo, a curva ligava a parte externa da pista ao miolo do circuito.
"S" do Senna: Sugestão de Ayrton Senna, na reforma que mudou completamente o traçado do circuito.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
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Keke Rosberg |
O aniversariante
Keijo ‘Keke’ Erik Rosberg (nascido em 6 de Dezembro de 1948, Estocolmo) foi um popular piloto de Fórmula 1 no princípio dos anos 80 e, apesar de seu local de nascimento (Suécia), foi primeiro piloto da Finlândia (naturalizado) na categoria.
O piloto
Keke começou relativamente tarde sua carreira na Fórmula 1, estreando com 29 anos de idade depois de passar pela Toyota Atlantic series, Formula Vee, e pela Fórmula 2. Ele foi contratado pela equipe de Teddy Yip em 1978. Teddy não tinha conseguido qualificar a equipe com o antigo piloto e escolheu Keke para substituí-lo. Keke ganhou uma corrida na chuva em Silverstone, com um carro claramente inferior, mas que não valia pelo campeonato. Apesar disso Keke só conseguiu qualificar a equipe Theodore para o Grande Prêmio da África do Sul e o carro foi abandonado no meio da temporada.
O campeonato
Em 1982, migrou à equipe Williams, e após um disputadíssimo campeonato, ganhou o título pela equipe de Frank Williams na última corrida, em Las Vegas. Tornou-se famoso por ter sido campeão com apenas uma vitória.
Adepto às corridas de rally, tinha grande habilidade e controle de seu carro em altas velocidades, principalmente em condições adversas. Sem dúvida, um dos maiores pilotos da história da Fórmula 1.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
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Fangio e os ciclos da Fórmula 1 |
Juan Manuel Fangio foi considerado por muitos o melhor piloto da história da Fórmula 1. Um piloto completo, à frente do seu tempo, que pregava que, para vencer na Fórmula 1, não precisava ser apenas o mais rápido. E dessa maneira, poupando seu equipamento e sabendo acelerar quando necessário, conquistou cinco campeonatos.
Fangio gostava do que fazia e não era de seu interesse que o esporte em que fora pioneiro, se transformasse em algo de caráter comercial, envolvendo valores astronômicos. Em sua aposentadoria, mostrou que fechava-se um ciclo da F1.
Em uma entrevista, anos depois, Fangio comenta o que o levou a optar pela aposentadoria:
"Eu estava em Reims (1958), treinando para o Grande Prêmio da França, quando senti que o carro estava muito instável, o que me chamou a atenção porque a grande virtude da Maserati 250F era sua estabilidade. Então cheguei ao box e perguntei ao chefe de equipe o que se passava; ele respondeu-me:- Trocamos os amortecedores! - Mas por quê?, perguntei. - Porque estes nos pagam! - Assim, naquele momento, tomei a decisão de encerrar a carreira. E não me arrependo disso!"
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
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Senna e a possível ida à Indycar |
Era o fim da temporada. O ano era 1992 e Senna havia falhado, sem conseguir defender seu título mundial. A Honda já não reinava absolutamente na Fórmula 1, e seu equipamento mostrava sinais de instabilidade na performance. Ayrton tinha apenas a McLaren como opção para a próxima temporada, e chegou a considerar-se a possibilidade da ida de Senna à CART, na época chamada Indycar.
Muitos acreditam que tenha sido apenas uma manobra política, para forçar a FIA a rever sua posição sobre as ajudas eletrônicas. Se era esta a razão do teste de Senna, funcionou, pois as ajudas foram banidas da Fórmula 1 em 1994.
Ironicamente, talvez um dos motivos para a ocorrência de acidentes fatais e perigosos ao longo do ano, em diversas ocasiões.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
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O primeiro título de Ayrton Senna |
Ayrton Senna chegava à Silverstone para assistir à uma corrida. Era a primeira vez que pisava num circuito britânico, onde anos mais tarde seria aclamado pelo público. Entre os participantes, estava Chico Serra, piloto que lhe foi grande parceiro no início de sua carreira. Teve grande participação na ida de Senna à Fórmula Ford, intermediando as negociações e lhe servindo de intérprete, já que Senna não falava inglês.
Chico Serra havia sido campeão dois anos antes pela equipe Van Diemen e apresentou Senna ao chefe, Ralph Firman. O jovem piloto fazia exigências, e ao fim, conseguiu sair com um contrato de trinta corridas e alguns treinos extras.
Com objetividade e determinação, Senna conseguiu uma evolução impressionante nos testes e mostrou rápida adaptação ao carro. Já em sua segunda corrida conseguiu um terceiro lugar, ainda insatisfeito, pois almejava a vitória. Dentro de cinco meses, no circuito de Thruxton, Senna viria a conquistar o título de campeão da Fórmula Ford.
Um fato curioso é que ao longo da temporada, Senna travou algumas brigas dentro e fora das pistas. Seu principal adversário era o argentino Enrique Mansilla e em meio à rivalidade, Ralph Firman viu quatro carros seus serem destruídos em acidentes entre os companheiros de equipe. Este, por sua vez, vendo que a disputa poderia atrapalhar seus planos para a temporada, exportou o argentino para o P&O-Ferries, campeonato inglês também disputado com os monopostos da Fórmula Ford.
Como o campeonato disputado pelo argentino foi justamente o que o brasileiro deixou à segundo plano, Senna disputou apenas 20 corridas, das 30 previstas em seu contrato, vencendo doze delas.
E assim foi a primeira temporada (e o primeiro título!) de Ayrton Senna no automobilismo.
domingo, 11 de novembro de 2007
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Origens - Como Surgiu a categoria máxima do automobilismo mundial |
O campeonato mundial de Fórmula 1 se originou com as corridas de Grandes Prêmios disputadas na Europa, desde antes da Segunda Guerra Mundial. Com a guerra as corridas cessaram, e só retornariam em 1950. Nesse ano foi instituído o campeonato de Fórmula 1, que teria regularidade anual.
Ao longo da história, houveram algumas mudanças na categoria, tanto nos carros como no que diz respeito à circuitos, regras e segurança. Por diversas vezes ao longo de sua história, regras foram alteradas com a finaldade de aumentar a segurança e a competitividade nas pistas. Também são feitas diversas alterações em circuitos, como melhorias nos guard-rails, nas áreas de escape, colocação de chicanes, entre outras, principalmente após as mortes dos pilotos Ayrton Senna e Roland Ratzenberger no mesmo fim de semana. (Ímola, 1994).
